{"id":40715,"date":"2022-06-07T20:49:43","date_gmt":"2022-06-07T23:49:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/?p=40715"},"modified":"2025-05-26T22:17:26","modified_gmt":"2025-05-27T01:17:26","slug":"a-rua-dos-caes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/2022\/06\/a-rua-dos-caes\/","title":{"rendered":"USP tenta retirar &#8216;gangue de cachorros&#8217; que assusta estudantes"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Grupo de animais<\/strong> <strong>abandonados conhecido como \u201cgangue dos cachorros pretos\u201d existe no campus desde 2009<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Copia-de-universidade.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-40718\" width=\"193\" height=\"24\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">por <em>Arthur Macedo<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/CAPA-gangue-cachorros-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40720\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/CAPA-gangue-cachorros-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/CAPA-gangue-cachorros-480x320.jpg 480w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/CAPA-gangue-cachorros-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/CAPA-gangue-cachorros-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/CAPA-gangue-cachorros.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Um membro solit\u00e1rio da trupe canina, em gramado na Rua do Mat\u00e3o. <em>Foto<\/em>s: <em>Arthur Macedo<\/em><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles j\u00e1 est\u00e3o dentro da USP h\u00e1 anos. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel precisar quantos s\u00e3o. A matilha de c\u00e3es sem dono que ocupa a Rua do Mat\u00e3o, dentro da Cidade Universit\u00e1ria, j\u00e1 \u00e9 conhecida de longa data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e2nia Pivello, ex-presidente da Comiss\u00e3o da Reserva Florestal do Instituto de Bioci\u00eancias (IB), conta que essa \u00e9 uma quest\u00e3o tratada h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. \u201cDiversas a\u00e7\u00f5es foram tentadas para a retirada dessa matilha, j\u00e1 desde os anos de 2009 e 2010, envolvendo tamb\u00e9m a Veterin\u00e1ria e o Zool\u00f3gico. Esses animais seriam tratados e levados para abrigos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A matilha \u00e9 composta por um n\u00famero incerto de cachorros. A maioria deles tem pelagem preta. Os c\u00e3es circulam por regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 Matinha, nome pelo qual \u00e9 conhecida a Reserva Florestal do IB. \u00c9 na Rua do Mat\u00e3o que os animais se estabeleceram.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-dormindo-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40724\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-dormindo-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-dormindo-480x320.jpg 480w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-dormindo-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-dormindo-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-dormindo.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Os c\u00e3es dormem no ch\u00e3o ou em caixas de papel\u00e3o na Rua do Mat\u00e3o. <\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Comunidade USP se divide sobre perman\u00eancia de c\u00e3es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo est\u00e1 na regi\u00e3o h\u00e1 tempo suficiente para ganhar um apelido. Alunos da USP referem-se \u00e0 matilha como a\u00a0 \u201cgangue dos cachorros pretos\u201d. A presen\u00e7a dos c\u00e3es chama a aten\u00e7\u00e3o e gera sustos em alguns casos. \u201cEu e mais duas amigas est\u00e1vamos descendo a Rua do Mat\u00e3o e vimos esses cachorros. Eram pelo menos quatro. Eles come\u00e7aram a latir e chegaram bem perto de n\u00f3s. Ficamos bem juntas e nos afastamos. Eu n\u00e3o tenho medo de cachorro, mas naquele momento fiquei muito assustada\u201d, conta Nayara Damasceno, estudante de Engenharia de Materiais da Poli.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Otavio Batini, graduando em Administra\u00e7\u00e3o na FEA, presenciou experi\u00eancia similar. \u201cComigo eles foram tranquilos, s\u00f3 me cheiraram e me deixaram seguir caminho. Mas vi que rosnaram e latiram muito para uma mo\u00e7a, colocaram ela para correr\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/caixas-pepelao-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40751\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/caixas-pepelao-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/caixas-pepelao-480x320.jpg 480w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/caixas-pepelao-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/caixas-pepelao-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/caixas-pepelao.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Os abrigos da matilha: restos de marmita e \u00e1gua. <\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem todo mundo tem hist\u00f3rias ruins para contar sobre os cachorros pretos. Funcion\u00e1rios terceirizados que trabalham pr\u00f3ximos ao local n\u00e3o tiveram experi\u00eancias negativas e relatam boa conviv\u00eancia com os animais. \u201cGosto tanto deles que se pudesse levaria para casa\u201d, comenta Rosilda, integrante da Guarda Universit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os c\u00e3es n\u00e3o t\u00eam dono, mas recebem assist\u00eancia humana. De acordo com diversos relatos, pessoas param todos os dias para deixar alimentos aos animais. Nota-se que h\u00e1 restos de comida (feita para humanos, n\u00e3o ra\u00e7\u00e3o) na \u00e1rea de ocupa\u00e7\u00e3o da matilha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O h\u00e1bito de fornecer esses restos com frequ\u00eancia contribui para a perman\u00eancia dos cachorros na Cidade Universit\u00e1ria. \u00c9 o que concluiu Ricardo Augusto Dias, professor na Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia (FMVZ), em estudos sobre comportamento e sa\u00fade dos c\u00e3es errantes na Cidade Universit\u00e1ria. O docente deixou de acompanhar a situa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 2012, devido a \u201cconflitos com os cuidadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cachorros pretos dormem em caixas de papel\u00e3o ou utilizam elementos da vegeta\u00e7\u00e3o local como forma de abrigo. As casas improvisadas n\u00e3o s\u00e3o o suficiente em dias de chuva, por exemplo. Eles buscam nos arredores um esconderijo mais seguro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-na-chuva-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40790\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-na-chuva-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-na-chuva-480x320.jpg 480w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-na-chuva-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-na-chuva-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/catiorro-na-chuva.jpg 1783w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">C\u00e3o procura abrigo em dia de chuva. <\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u201cgangue dos cachorros pretos\u201d \u00e9 a matilha mais conhecida dentro da Universidade. A resolu\u00e7\u00e3o do problema est\u00e1 longe de ser imediata. V\u00e2nia Pivello cita que a Comiss\u00e3o da Reserva Florestal do IB esbarrou diversas vezes na resist\u00eancia de animais ferozes e dos \u2018cuidadores\u2019. \u201cOutra etapa de manejo com os animais foi iniciada em 2020, mas foi totalmente desestruturada pela pandemia\u201d, conta a professora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem subir a Rua do Mat\u00e3o num futuro pr\u00f3ximo ver\u00e1 que a via n\u00e3o \u00e9 apenas local de institutos e uma reserva florestal. \u00c9 tamb\u00e9m a rua dos cachorros pretos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta reportagem foi originalmente publicada com o t\u00edtulo &#8221;A rua dos c\u00e3es&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Grupo de animais abandonados conhecido como \u201cgangue dos cachorros pretos\u201d existe no campus desde 2009 por Arthur Macedo Um membro solit\u00e1rio da trupe \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/2022\/06\/a-rua-dos-caes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":104,"featured_media":40720,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5355,3151,3148],"tags":[],"class_list":["post-40715","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-5355","category-editorias","category-universidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40715"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40715\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45823,"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40715\/revisions\/45823"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}