{"id":42996,"date":"2022-12-08T10:00:00","date_gmt":"2022-12-08T13:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/?p=42996"},"modified":"2025-05-26T22:17:48","modified_gmt":"2025-05-27T01:17:48","slug":"arte-do-ser","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/2022\/12\/arte-do-ser\/","title":{"rendered":"Artistas que estudaram na USP contam sobre experi\u00eancias na universidade"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Laerte, <strong>Andr\u00e9a Del Fuego<\/strong> e outras personalidades detalham suas passagens pela gradua\u00e7\u00e3o da USP<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Copia-de-cultura-1.png\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"25\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por <em>Diogo Bachega e Julia Cust\u00f3dio<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/capa1-1024x538.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43045\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/capa1-1024x538.png 1024w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/capa1-480x252.png 480w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/capa1-768x403.png 768w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/capa1.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Arte: Julia Cust\u00f3dio<\/h6>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#8536c7\"><strong>Laerte Coutinho: jubilada do curso, lan\u00e7ada para os quadrinhos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-3.png\" alt=\"Retrato da cartunista Laerte\" class=\"wp-image-42999\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-3.png 512w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-3-360x360.png 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption><strong>Imagem: Rafael Roncato\/ O Globo<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes, escolhas equivocadas podem levar ao melhor caminho. Esse foi o caso da Laerte Coutinho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quadrinista e cartunista ingressou no curso de <a href=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/index.php\/2024\/07\/o-som-de-sophia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">M\u00fasica <\/a>na USP, mas trancou a matr\u00edcula ap\u00f3s receber o conselho de um professor. \u201cEle me aconselhou a largar o curso e ir desenhar. Ele disse: \u2018Est\u00e1 na cara que a sua vontade n\u00e3o \u00e9 m\u00fasica, \u00e9 desenho\u2019\u201d. Quando decidiu voltar, Laerte j\u00e1 havia sido jubilada, ent\u00e3o prestou novamente o vestibular e entrou em Jornalismo, curso que tamb\u00e9m trancou. Mas, apesar da passagem n\u00e3o linear na USP, a viv\u00eancia dentro da universidade proporcionou um grande encontro de pessoas e ideias para a artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A revista <em>Bal\u00e3o<\/em> foi uma das primeiras fanzines de quadrinhos publicadas no Brasil. A <em>Bal\u00e3o<\/em> foi idealizada por Laerte e Luiz G\u00ea ap\u00f3s se conhecerem durante a Semana de Editora\u00e7\u00e3o da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Artes da USP (ECA-USP), em 1972. No total, foram nove edi\u00e7\u00f5es da revista, que rompiam com o modelo das hist\u00f3rias em quadrinho da \u00e9poca e abriram espa\u00e7o para que artistas universit\u00e1rios pudessem mostrar seus desenhos cr\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da <em>Bal\u00e3o<\/em>, Laerte se engajou artisticamente com o movimento estudantil. \u201cEu usei o meu tempo na USP para fazer atividades como a <em>Bal\u00e3o<\/em>, produ\u00e7\u00e3o de cartazes para atividades culturais. Naquela \u00e9poca estava se reanimando o movimento estudantil, que depois de 1968 estava se recompondo. Eu participei e gostava disso: fazer desenhos, participar de jornais\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo n\u00e3o se considerando uma boa aluna durante o per\u00edodo que passou pela universidade, Laerte n\u00e3o deixou de contribuir para a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica da USP e se lan\u00e7ou como um dos maiores nomes dos quadrinhos e cartuns do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#8536c7\"><strong>Andr\u00e9a Del Fuego: filha do ensino p\u00fablico e m\u00e3e de mentira<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed.png\" alt=\"Retrato da escritora Andr\u00e9a del Fuego\" class=\"wp-image-43010\" width=\"219\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed.png 400w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-360x360.png 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><figcaption><strong>Imagem: Twitter\/@andreadelfuego<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br \/>Costuma-se dizer que s\u00e3o os verbos que movem a escrita, mas foram os substantivos que abriram a porta da fic\u00e7\u00e3o para Andr\u00e9a Del Fuego. Foi numa aula de gram\u00e1tica, enquanto a professora explicava aos alunos essa classe morfol\u00f3gica. &#8220;Ela me levou a pensamentos abstratos sobre o que era subst\u00e2ncia, o que eu acho que foi a primeira aula de filosofia que eu tive\u201d, conta a escritora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as palavras apresentadas por essa professora de uma escola p\u00fablica de S\u00e3o Bernardo, uma chamou mais sua aten\u00e7\u00e3o: a mentira. &#8220;Eu me apaixonei pela escrita ali, quando ela prop\u00f4s que escrever fic\u00e7\u00e3o seria mentir\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escritora, que n\u00e3o vem de uma fam\u00edlia de leitores, conheceu no ensino p\u00fablico a leitura e a escrita e atrav\u00e9s dele leu algumas das suas principais influ\u00eancias: Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles, Graciliano Ramos e Machado de Assis, Jo\u00e3o Cabral de Mello Neto e, mais tarde, Guimar\u00e3es Rosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na adolesc\u00eancia, escreveu contos que conciliavam erotismo e um realismo m\u00e1gico, influenciado pelo que lia na \u00e9poca. Essa produ\u00e7\u00e3o inicial rendeu sua primeira publica\u00e7\u00e3o, decisiva para sua trajet\u00f3ria como escritora. &#8220;O ISBN, que \u00e9 o registro que a gente faz na C\u00e2mara Brasileira do Livro, \u00e9 como se fosse o RG, uma certid\u00e3o de nascimento&#8221;. A partir dali, ela tinha nascido algu\u00e9m que escreve e publica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Formada em um curso t\u00e9cnico de Publicidade, trabalhou com cinema publicit\u00e1rio e fotografia por anos e ingressou na faculdade s\u00f3 mais tarde, 30 e poucos anos, no curso de Filosofia da PUC. Quando j\u00e1 quase se formava, fez a prova de transfer\u00eancia para a USP e teve que come\u00e7ar a gradua\u00e7\u00e3o quase que do come\u00e7o. \u201cFoi \u00f3timo, porque eu acabei fazendo duas universidades, duas gradua\u00e7\u00f5es de filosofia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Engravidou no meio do curso, teve que parar por um ano, voltou e se formou. Depois voltou mais uma vez para o mestrado em Est\u00e9tica, onde enxergou um caminho para pensar sua escrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andr\u00e9a enxerga a USP como um marco essencial de sua trajet\u00f3ria como escritora e um ambiente verdadeiro de transforma\u00e7\u00e3o. Acredita que a universidade j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um cofre de conhecimentos escondidos, apesar de enxergar a necessidade de abrir cada vez mais esse espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o leitor do JC, deixou de presente tr\u00eas indica\u00e7\u00f5es: Cem anos de solid\u00e3o, Fogo p\u00e1lido e <em>O evangelho segundo Jesus Cristo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#8536c7\"><strong>Ana Hikari: viv\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 conhecimento<\/strong><br \/><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-2.png\" alt=\"Retrato da influencer Ana Hikari\" class=\"wp-image-43011\" width=\"189\" height=\"189\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-2.png 512w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-2-360x360.png 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 189px) 100vw, 189px\" \/><figcaption><strong>Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo intolerante ao \u00e1lcool, Ana ficava sentada em cima do cooler de cerveja, esperando as bebidas esfriarem e impedindo que outros alunos pegassem antes da hora. Estar ali foi uma das maneiras que a ent\u00e3o estudante de Artes C\u00eanicas encontrou de manter contato com pessoas de outros cursos e ter a viv\u00eancia universit\u00e1ria al\u00e9m da jornada de mais de oito horas di\u00e1rias de aulas e ensaios para pe\u00e7as na ECA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana Hikari ingressou na USP em 2013 e desde ent\u00e3o questiona o isolamento do curso de Artes C\u00eanicas do restante da universidade. Com cargas hor\u00e1rias pesadas, os alunos do curso encontram dificuldades para participar de atividades al\u00e9m da sala de aula, algo que na opini\u00e3o da atriz prejudica a forma\u00e7\u00e3o dos alunos. O pouco contato, at\u00e9 mesmo com os outros cursos dentro da ECA, afeta na divulga\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as estreladas pelos atores e que n\u00e3o chegam ao restante da comunidade uspiana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o problema do alcance dessas produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas da universidade vai muito mais al\u00e9m \u2014 ou melhor, n\u00e3o vai mais al\u00e9m dos muros da USP. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAcho que a principal coisa que tem que ser questionada na universidade, \u00e9 como que as produ\u00e7\u00f5es geniais que existem dentro da USP podem chegar \u00e0 sociedade e como \u00e9 que a sociedade pode entrar mais na USP, seja atrav\u00e9s das cotas, seja atrav\u00e9s dos questionamentos dos processos seletivos elitistas\u201d, <\/p><cite>Ana Hikari<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana lembra com carinho da gradua\u00e7\u00e3o e das oportunidades dentro e fora de sala de aula que a prepararam para a vida profissional na frente das c\u00e2meras. Os coletivos sociais que participou, as pe\u00e7as laborat\u00f3rio, amizades, disciplinas optativas e at\u00e9 as conversas sentada em cima do cooler. \u201cTudo \u00e9 complementar. Eu n\u00e3o acredito em conhecimento isolado. Eu acho que a gente tem que saber um pouco de tudo e se conectar com um pouco de tudo, quanto mais aberta a nossa mente estiver, mais questionadores vamos nos tornar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#8536c7\"><strong>Marcelo D\u2019Salete: um grande herdeiro da aura ecana<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-1.png\" alt=\"Retrato do quadrinista Marcelo D'Salete\" class=\"wp-image-43000\" width=\"201\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-1.png 400w, https:\/\/jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/unnamed-1-360x360.png 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><figcaption><strong>Imagem: Twitter\/@marcelodsalete<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marcelo D&#8217;Salete entrou na USP no in\u00edcio dos anos 2000, quando grandes nomes do quadrinho brasileiro, como Laerte e Luiz G\u00ea, j\u00e1 tinham passado pela universidade. Ele conta que existia uma forte aura da USP como um centro onde diversos artistas estudaram. E continuavam estudando: al\u00e9m do pr\u00f3prio Marcelo, outros nomes, como Gabriel B\u00e1, g\u00eameo de F\u00e1bio Moon \u2014 dupla que ganhava visibilidade no mercado nacional e internacional \u2014, levavam para frente a tradi\u00e7\u00e3o ecana e uspiana de narrativas gr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA passagem pelo curso de Artes Pl\u00e1sticas foi essencial para repensar principalmente o meu modo de elaborar o desenho, de pensar as possibilidades de narrativas visuais e tal\u201d, disse o autor em entrevista ao Jornal do Campus. Ele tamb\u00e9m diz que foi muito \u00fatil ter \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o a cole\u00e7\u00e3o de quadrinhos europeus da biblioteca da ECA. \u201cFoi muito importante ter acesso a essa produ\u00e7\u00e3o de revistas estrangeiras, justamente para conhecer e poder apreciar o tra\u00e7o de outros artistas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D&#8217;Salete j\u00e1 fazia quadrinhos quando entrou na faculdade, mas come\u00e7ou a publicar no in\u00edcio da gradua\u00e7\u00e3o, em revistas como a <em>Quadreca<\/em> e a <em>Front<\/em>. Tamb\u00e9m chegou a fazer o curso sobre quadrinhos de Waldomiro Vergueiro, coordenador do Observat\u00f3rio de Hist\u00f3rias em Quadrinhos, da ECA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marcelo D\u2019Salete acha que faz falta n\u00e3o ter bibliotecas dedicadas a quadrinhos na universidade. \u201cN\u00e3o s\u00e3o tantas Gibitecas em S\u00e3o Paulo. Tem a Henfil e algumas outras, mas considero que seria muito interessante ter um espa\u00e7o reservado especialmente para hist\u00f3rias em quadrinhos dentro da USP.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Esse texto foi publicado orginalmente sob o t\u00edtulo de &#8220;Arte do ser&#8221;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Individualidade e coletivo, experi\u00eancia e introspec\u00e7\u00e3o, dentro e fora de sala de aula. 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